Saiba mais sobre um dos maiores fotógrafos do mundo: Sebastião Salgado

O post desta semana trará um breve resumo da vida e da obra de um dos maiores fotógrafos da atualidade, um nome que dificilmente passa despercebido pelos ouvidos que o ouvem, a saber: Sebastião Salgado.

Obviamente, todas as imagens aqui mostradas são de autoria deste grande gênio, com certeza um de nossos posts mais bonitos ;)

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Quem já viu alguma de suas obras, provavelmente não esqueceu. O forte contraste, sempre em preto e branco, a evidenciação de texturas e a busca de harmonia e beleza em meio ao caos são apenas algumas das marcas de seu estilo. Além disso, a influência da estética clássica cristã e do movimento barroco também podem ser apontadas como traços marcantes em sua obra.

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Sebastião Ribeiro Salgado Júnior nasceu em 1944, em Aimorés-MG, mas teve uma infância de certa forma itinerante. Morou alguns anos em Vitória-ES, onde se formou em economia pela Universidade Federal do Espírito Santo. Depois defendeu sua dissertação de mestrado na Universidade de São Paulo.

O que muitos não sabem, é que sua carreira como fotógrafo não foi planejada. O que aconteceu foi que, após se formar na USP, casou-se com Lélia Deluiz Wanick e mudou-se para Paris em 1969, para escrever sua tese de doutorado enquanto Lélia estudava Arquitetura na escola nacional superior de Belas-Artes.

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Sebastião Salgado era secretário da Organização Internacional do Café. por isso realizava algumas viagens para a África por encomenda do Banco Mundial. Durante essas viagens, ele fazia ensaios fotográficos e foi, cada vez mais, se inspirando e descobrindo sua verdadeira vocação. Em 1973 já era um fotojornalista independente, deixando de vez a promissora carreira como economista.

No início, Sebastião Salgado tirava fotos para notícias de jornais, em agências chamadas Sygma e Gamma, situadas em Paris. Somente alguns anos depois começou a participar da cooperativa internacional de fotógrafos, Magnum. Depois fundou a Amazon Images com sua esposa e se voltou cada vez mais para obras artísticas documentais que retratassem tensões sociais em países menos desenvolvidos.

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Ao longo dos anos, seu trabalho foi sendo reconhecido e apreciado por seu viés social, até que em 2001, foi nomeado embaixador da boa vontade da UNICEF.

Sebastião Salgado prefere se dedicar à projetos de longo prazo e acaba sempre lançando livros com os resultados de suas empreitadas pelo mundo, dentre eles, Serra Pelada (1999), Outras Américas (1999), Êxodos (2000) e Gênesis (2013).

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Este último é resultado de sete anos de trabalho, viajando pelo mundo e fotografando paisagens, vida selvagem e outras culturas que ainda preservam suas tradições ancestrais. Uma tentativa de fazer a humanidade redescobrir sua verdadeira natureza.

Sebastião Salgado e Lélia também fundaram, em 1998, uma ONG que se dedica à conservação e ao reflorestamento da Mata Atlântica, o Instituto Terra. Eles foram bastante ativos em gerir os recursos destinados às vítimas do desastre de Mariana, no qual uma represa de rejeitos de minério rompeu por falta de manutenção adequada, destruindo significativa parte da natureza e das comunidades que estavam no caminho das milhões de toneladas da lama tóxica.

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Claro, sempre vão haver críticas, é recorrente o comentário de que Sebastião Salgado acaba se beneficiando do mesmo sistema que condena, submetendo-se ao patrocínio de grandes empreendimentos multinacionais para financiar seus projetos. O próprio Gênesis custou 8 milhões de Euros e grande parte foi financiado pela Vale, empresa responsável pelo desastre de Mariana, anteriormente citado.

De qualquer maneira, nossa intenção não é apontar contradições ou realizar acusações, estamos apenas informando as diferentes controvérsias que existem quando se fala deste tema. O inquestionável é a genialidade por de trás das lentes que já viajaram mais de 120 países, representando a realidade de muitas culturas em todo o mundo.

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Se as intenções que serviram de alavanca para Sebastião Salgado foram boas ou ruins, somente o artista o sabe. Talvez um pouco de cada, já que o espectro do caráter humano tem mais tons de cinza do que apenas os extremos do preto e do branco

Sebastião Salgado e sua obra são o tema do documentário O Sal da Terra (2014), com direção compartilhada entre Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado, filho de Sebastião Salgado. O filme foi premiado em Cannes e indicado como melhor documentário no Oscar de 2015, dá uma conferida no trailer. Bom, ficamos por aqui, um grande abraço e até a próxima.

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